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Pois, quando sou fraco, então é que sou forte
Publicado em 2015-11-20

Desde muito cedo, somos ensinados que a fraqueza é destrutiva. Especialmente aos homens, é dito que não podemos ser fracos, que “homem não chora!”, pois chorar é sinal da tão temida fraqueza. Grande mentira! O maior e mais perfeito homem que existiu chorou (João 11: 35). Ser fraco, portanto, não é algo a ser louvado pela sociedade.

O apóstolo Paulo não entende assim. Na verdade, ele, inspirado pelo Espírito Santo, nos mostra, na 2ª carta aos Coríntios, como é benéfico para os filhos de Deus reconheceram que são fracos. Seu grande problema era um espinho na “carne”. Paulo faz algumas das mais contraditórias afirmações para aqueles que não confiam em Deus e pensam de maneira secular diante das fraquezas. Como todos nós, ele pede para que Deus o livre desta sua terrível dor — perceba como ele a classifica “mensageiro de Satanás para me atormentar”.

A compreensão do apóstolo ao ter em mente um Cristo gracioso é: “O poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza”. Que difícil é esta afirmação. Porém, Sua convicção na providência divina o leva a uma afirmação ainda mais desafiante: “eu me contento nas fraquezas”. Sim! Paulo disse isso mesmo. Existe contentamento nos momentos de fraqueza.E o porquê disso? Por causa de Cristo! Pois o seu salvador é aquele que o sustenta nestes momentos, tornando-o forte para a caminhada da vida cristã.

Sabe de uma coisa? Devemos aprender com a sabedoria de Cristo, que inspirou homens comuns para nos deixar ensinos preciosos. Existe, sim, contentamento em meio aos momentos de fraqueza de nossas vidas. Não estou dizendo que é bom. As fraquezas não nos trazem contentamento algum, porém, experimentar do cuidado divino, ser protegido pela fortaleza divina, sustentado pelo nosso salvador, nos dá a certeza de que quando estamos fracos é que estamos fortes em Cristo Jesus. A fraqueza do Cristão não é destrutiva, mas sim construtiva, pois é por meio dela que Deus constrói homens e mulheres melhores para glorificar seu nome aqui na Terra.

Nas garras do leão

Pr. Artur Coelho




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