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No Silêncio
Publicado em 2015-04-23

Todos que vivem em São Paulo tem algo em comum no seu dia dia, a “correria”.

Correria, termo usado para expressar o quanto somos levados pelas demandas que nos acediam, podem ser elas; profissionais, familiares e até mesmo eclesiásticas. Um grande problema que temos que enfrentar por conta disso é a falta de contemplação, meditação no que fizemos ou faremos. Realmente pensar com propriedade e dedicação é algo raro em nossa sociedade. Nosso mundo contemporâneo nos incita a fazer, fazer e se tiver dúvida faça mais.

O trabalho é muito bom, foi criado por Deus, e está presente na vida do homem antes da queda. Mas também a nossa contemplação depois que o trabalho termina, quer nos dirigir ao sentido de nossa existência para Glória de Deus. Dessa maneira, ao longo dos séculos, os cristãos abriram espaço em suas vidas para honrar o shabbath (descanso) de Deus - um espaço para adoração, para refrigério, para o silêncio que precede do próprio ritmo de Deus.

“Quando tivermos encontrado o nosso Senhor na intimidade silenciosa da nossa oração, então o encontraremos também...no mercado e na praça. encontraremos também...no mercado e na praça. Mas quando não o encontrarmos no centro do nosso coração, não podemos ter expectativa de encontrá-lo na ocupação da nossa vida cotidiana.” Henri lo na ocupação da nossa vida cotidiana.” Henri Nouwen.

Não creio que tenhamos que pensar no silêncio como algo inerte. Esses períodos podem ser cheios de pensamento, de meditação e de reflexões a respeito daquelas coisas que são dignas de “boa fama” (Fl.4.8). O silêncio de Deus pode nos encher de ansiedade pelo shalom (paz) ou por ouvir a Deus. O silêncio nos faz meditar sobre coisas que aprofundam nosso ser. O silêncio pode se tornar um berço do prazer. Nesse mundo de correria, aprendamos a ficar em silêncio, para ouvir, meditar e aplicar as verdades daquele que fala alto em meio aos nossos pensamentos.

Pr. Artur Coelho




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