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Prontos a morrer, não a pecar!
Publicado em 2015-04-20

“Qualquer que se não prostrar e não a adorar será, no mesmo instante, lançado na fornalha de fogo ardente.” Dn 3.6

O terceiro capítulo do livro de Daniel descreve o famoso episódio em que os amigos do profeta são colocados à prova diante de uma imagem que o rei Nabucodonosor havia levantado na Babilônia. Este relato nos ensina o papel essencial que as provações da vida exercem para o desenvolvimento de uma fé verdadeira em Deus. O amor pelo poder fez com que o rei caldeu quisesse ser adorado como Deus. Ser o maior homem do mundo antigo não era mais suficiente para ele. Seu coração estava totalmente tomado pelo orgulho e pela autossuficiência. Era necessário agora se autodenominar Deus. Por isso, ele mesmo manda erigir uma estátua [provavelmente da sua pessoa] para ser adorada publicamente.

Contudo, aqueles três jovens entendiam o verdadeiro significado da expressão FIRMEZA e FIDELIDADE ao dizerem: “Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste” (Dn 3.18, 19).

Não havia no vocabulário daqueles jovens a expressão “tolerar” ou “transigir”. Eles sempre tiveram em mente de forma muito clara o verdadeiro sentido da vida deles: viver para a glória de Deus. Eles não se deixariam corromper ou mesmo tolerariam o pecado em suas ações. Eles preferiam morrer, se fosse o caso, a viver em desobediência a Deus. Merece, ainda, destaque que a fé desses jovens não era arrogante. Em nenhum momento eles se declararam vitoriosos ou repreenderam a Deus decretando livramento para as suas vidas. Eles tinham a consciência das suas posições: eles eram servos submissos e Deus era o SENHOR soberano. No momento das lutas, eles não confundiram os seus papéis. Eles não tinham a agenda de Deus em suas mãos para poderem afirmar se iriam ser salvos ou não, até porque nem sempre é da vontade de Deus livrar os seus filhos dos sofrimentos e da morte.

Diante desse relato, minha oração é que à semelhança destes jovens judeus em terra estrangeira, possamos como Igreja viver em um mundo em trevas, mas preservando a luz de Cristo em nossas vidas. Que o Senhor possa nos encontrar sempre dispostos a morrer, mas nunca a pecar!

Pr. Roni Santos




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