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Sabedoria, Força e Riqueza
Publicado em 2015-04-10

Assim diz o Senhor: “Não se glorie o sábio em sua sabedoria nem o forte em sua força nem o rico em sua riqueza, mas quem se gloriar, glorie-se nisto: em compreender-me e conhecer-me, pois eu sou o Senhor e ajo com lealdade, com justiça e com retidão sobre a terra, pois é dessas coisas que me agrado, declara o Senhor.” Jeremias 9.23-24

Concordamos que sabedoria, força e riqueza são virtudes que deixam qualquer pessoa admirada.

Quantos de nós já ficamos admirados com alguém agindo com sabedoria em situações que pareciam não ter mais saída; lembramos de Salomão diante daquelas duas mães em 1Reis 3.16-28. 

Quantos de nós também não ficamos admirados com alguém agindo com força ou coragem ao lidar com inimigos e perseguidores sem temer ou sem se acovardar; lembramos de Sansão em Juízes 15.15-16.

Quantos de nós não ficamos admirados com a riqueza, alguns até chegam a sonhar com a possibilidade (real ou irreal) de se tornarem milionários, alguns para nunca mais trabalhar, outros simplesmente para terem o que quiser, quando quiserem; lembramos de Nabucodonosor em Daniel 4.29-30.

Nada de errado em admirar ou ficar vislumbrado com o sábio, com o forte e com o rico, nada de errado em sermos essas pessoas, mas muito perigoso é depositarmos toda confiança nessas virtudes.

O fim dos três personagens bíblicos nós conhecemos, Salomão tão sábio afastou-se do Senhor e não conseguiu manter o seu reino. Sansão tão forte afastou-se do Senhor e acabou morto. Nabucodonosor tão rico, foi humilhado e por um período viveu como um animal.

A negativa de Jeremias 9.23 ensina-nos a não nos gloriarmos, ou seja, a não confiarmos, a não sermos orgulhosos, presunçosos ou arrogantes por sermos sábios, fortes ou ricos.

Interessantemente o texto de Jeremias também incentiva-nos a compreendermos e conhecermos ao Senhor que age de acordo com três outras virtudes, lealdade, justiça e retidão, virtudes encontradas nEle, mas também virtudes que podem ser encontradas em nós, aliás essas virtudes quando identificadas em nós agradam o próprio Deus.

Mas a quantas pessoas admiramos por serem leais, justas e retas?

Essas virtudes estão presentes no nosso agir? Conseguiríamos definir essas virtudes?

Faltam no nosso mundo essas pessoas? Ou não nos fascina esse tipo de virtude?

Tenho a impressão que nos fascinamos rápido e facilmente com o sábio, o forte e o rico, mas desprezamos o leal, o justo e o reto.

Pr. Denis Araujo




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