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Deus vê
Publicado em 2015-03-02

Certa vez, li que Michelangelo, enquanto pintava o teto da Capela Sistina (Roma) com grande habilidade e muito esforço, foi interrogado por alguém com a seguinte pergunta:

- Por que você se esforça tanto para pintar um canto escuro que ninguém verá? Michelangelo respondeu: - Deus vê.

Que convicção! Que certeza!

Muito antes de Michelangelo, Hagar uma escrava egípcia ao ser maltratada por sua senhora (Sarai) teve uma dupla experiência ao constatar que Deus ouve e vê (Gênesis 16.11,13). Muitas vezes variamos entre fazermos coisas para sermos percebidos, notados e aplaudidos ou fazemos coisas para não serem vistas e percebidas. No primeiro caso buscamos nossa glória, já no segundo, escondemos nosso caráter. Também variamos entre nos sentirmos esquecidos e desprezados ou satisfeitos por estarmos em evidência.

No primeiro caso permitimos que nossos sentimentos ofusquem a realidade de que Deus é o Deus que vê, já no segundo corremos o risco de nos contentarmos com as luzes dos holofotes e não no Deus que vê.

Hagar sozinha no deserto, experimenta a realidade do Deus que a ouve e lhe vê, Deus tinha ouvido sua aflição, Deus a viu em sofrimento.

Michelangelo sozinho na capela Sistina pintando cenas do Antigo Testamento experimenta da mesma realidade, Deus é o Deus que vê, Michelangelo no seu esforço limitado pretendia comunicar uma realidade invisível e ilimitada, todo aquele trabalho não era para um Papa, mas para o Deus que vê.

Esse tipo de convicção é cultivada muitas vezes na solidão, na escuridão, nos desertos, nas aflições, nas lutas, no esforço...

Oro para que nossos olhos estejam atentos ao Deus que vê e que nele encontremos razão e motivação para sermos homens e mulheres fiéis.

Pr. Denis Araujo




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