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Santidade
Publicado em 2014-09-25

As Escrituras ensinam claramente que o propósito de Deus para seus filhos adotivos é que eles sejam conformados à imagem do seu filho (Rm 8.28 e 1Ts 4.3). Esse processo transformador é, algumas vezes, designado na Bíblia como "crescimento na Graça" (1Pd 3.18), crescimento pleno em Cristo (Ef 4.15) e mudança de Glória em Glória pelo Espírito (2Co 3.18). Teologicamente, ele recebe a designação de crescimento espiritual, santificação progressiva ou santidade. Esse processo perdura por toda a vida cristã e ocorre com todo o verdadeiro cristão (não é instantâneo e nem elitista). Packer diz:

"Se a regeneração é obra da nova criação, a santificação é obra da nova formação. Se a regeneração é novo nascimento, a santificação é novo crescimento."

Dessa forma, a santidade não é uma moralidade natural nem externa, e sim uma conformação sobrenatural à semelhança moral e espiritual com Jesus Cristo. Ela não é opcional, mas imperativa à vida cristã (Cl 2.6-7, Hb 12.14 e 2Pd 3.18).

Infelizmente, essa realidade parece cada vez mais distante do cristianismo contemporâneo. Na pregação, por exemplo, o zelo pela santidade foi substituído pela busca do sucesso. Na liderança, as habilidades pessoais são preferidas à vida santa. Na evangelização, grande ênfase é conferida aos novos métodos ou à contextualização da mensagem, mas pouco se ouve sobre a necessidade da consagração pessoal nessa área. Precisamos retornar a perspectiva bíblica e cristocêntrica sobre a santidade.

A santidade é um processo de dedicação a Deus, o qual inclui tanto devoção, como assimilação. Devoção no sentido de entregar-se ao serviço de Deus e assimilação no sentido de ser conformado, dia a dia, à imagem e às virtudes do Deus a quem se serve. Que Deus seja nosso ícone de santidade, sem a qual não poderemos vê-lo.

Pr. Artur Coelho




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