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(EBD) Estudos em Pedro e Judas: A dura experiência das provações - I Pedro 1. 7
Publicado em 2017-02-09

Há muitos que confundem provação e tentação. No entanto, apesar de poder haver certa aparência de semelhança, provação e tentação são bem diferentes.  A provação visa o crescimento, o desenvolvimento e a confirmação da fé, do amor, da paciência do salvo. A tentação visa induzir o homem ao pecado, à desobediência, à queda do crente. Seu objetivo é exatamente oposto ao da provação. Quer a ruína e degradação do tentado. Deus não tenta a ninguém, Ele prova. O diabo, ao contrário, só tenta, pois quer ver a ruína do homem.

O crente em Cristo Jesus está sujeito tanto à provação como à tentação. Deus, ao nos provar ou permitir que sejamos provados, deseja que alcancemos a maturidade da nossa fé, preparando-nos para que cresçamos na fé, no amor e na paciência. Tudo isto deve redundar no louvor, na glória e na honra do nome de Jesus Cristo.

Como salvos passamos, muitas vezes, por duras experiências em nossas provações, mas Deus não nos dará ou não permitirá que elas sejam superiores à nossa capacidade de suportar. Isto tanto nas provações como nas tentações (I Coríntios 10. 13). Jesus, desde o princípio, avisou aos seus seguidores que, na jornada cristã, “estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida” (Mateus 7. 14).

Ainda que as provações não sejam fáceis, elas são necessárias para o fortalecimento da nossa vida espiritual. Pedro passou por experiências desagradáveis de fracassos e provações, mas que foram necessárias e importantes em sua vida. 

As provações são transitórias. Elas não duram a vida inteira. As provações são também variadas, podendo vir de maneiras diferentes. As provações têm em vista um propósito purificador, como o fogo para refinar o ouro. Pedro afirma que o processo de purificação da nossa fé é mais precioso do que a do ouro, pois o ouro perecerá, mas a nossa fé não. Ela permanecerá, mesmo na eternidade.

As provações devem levar-nos a uma vida de santidade. Estamos no mundo, mas não somos do mundo (João 17). Por isso somos verdadeiramente santos (separados do mundo, ainda que no mundo, e dedicados a Deus), ainda que não sejamos perfeitos, mas, dia a dia, devemos buscar a perfeição por todos os meios, inclusive pelas provações.

Pr. Miguel Horvath




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