1. 1

As Olimpíadas
Publicado em 2016-07-29

A história das Olimpíadas começa na Grécia Antiga, em Olímpio, no ano 776 a. C. As Olimpíadas modernas começaram em 1896, na Grécia Moderna, em Atenas, com a participação de 285 atletas de 13 países. A XXXI Olimpíada começará agora, dia 5 de agosto, no Brasil.

É interessante a referência que o apóstolo Paulo faz ao atletismo: “Não sabeis vós que os que correm nos estádios, todos, na verdade, correm, mas um só é que recebe o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis.” – I Coríntios 9: 24

Nos dias de Paulo, as Olimpíadas ainda eram realizadas, porém, foram posteriormente proibidas pelo imperador Romano Teodósio I, em 392 d. C., porque os jogos tinham caráter religioso, político e esportivo. Havia homenagem e adoração aos deuses pagãos. Eram realizadas a cada quatro anos. Caso houvesse guerras ou conflitos, havia uma trégua para que elas se realizassem – era a chamada Paz Olímpica. Em 393 realizou-se a última Olimpíada Antiga.

Paulo faz um paralelo entre os jogos olímpicos e a vida cristã. Os atletas lutam e exercem domínio próprio em todas as coisas para obter uma medalha de ouro (coroa corruptível); e nós, cristãos, lutamos ou deveríamos lutar e exercer domínio próprio sobre todas as paixões carnais para obter uma coroa incorruptível (eterna). Os atletas abstêm-se de muitos prazeres para dedicarem, durante anos, inúmeras horas diárias aos treinamentos, conseguindo um aperfeiçoamento tal que superam a todos. É uma luta e um sacrifício por algo importante, porém, temporário e passageiro. Nós cristão devemos ter em mente que a nossa pátria permanente não é neste mundo, mas sim no céu, a pátria celeste.

Se os atletas lutam e se sacrificam por uma medalha que um dia passará e terá pouco valor, assim também, Paulo diz sobre nós cristãos, que corremos não como indecisos, pois combatemos o pecado, não esmurrando o ar, mas antes subjugamos o nosso corpo e o reduzimos à submissão para não sermos reprovados pelo Senhor (I Coríntios 9: 27).

O autor de Hebreus, no início do capítulo 12, usa uma metáfora ao fazer um apelo a cada um de nós – salvos por Jesus Cristo. Nesta figura de linguagem, imaginem os atletas correndo num estádio, rodeados pelos espectadores (no caso, os heróis da fé), sendo nós, cristãos, os corredores: “Portanto, nós também, pois que estamos rodeados de uma grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço (qualquer coisa que nos prende ao mundo) e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira (a vida cristã), que nos está proposta, olhando para Cristo Jesus, autor e consumador da nossa fé” (versículos 1 e 2a).

Vale a pena renunciar por Cristo tudo que prejudique a nossa vida cristã. Haverá recompensa na terra, porém, no céu, ela será eterna, e não uma medalha de ouro que nada valerá na eternidade.

Pr. Miguel Horvath




Voltar